As Notícias de Curitiba Do Estado do Paraná Do Brasil e do Mundo!

Revelação de Fotos

Compartilhe ocasiões especiais, reviva experiências e momentos preciosos através das revelações fotográficas da Ticcolor.

Notícias Populares

Editorias

Edit Template

Contas do Governo Central têm melhor março em quatro anos


Com o atraso na aprovação do Orçamento deste ano e o adiamento no pagamento de precatórios, as contas públicas surpreenderam. Em março, as contas do Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) registraram superávit primário de R$ 1,096 bilhão. No mesmo mês do ano passado, as contas tinham registrado déficit de R$ 1,024 bilhão.

Esse é o melhor superávit para meses de março desde 2021, quando o Governo Central registrou resultado positivo de R$ 2,038 bilhões. O desempenho veio melhor que o esperado pelas instituições financeiras. Segundo a pesquisa Prisma Fiscal, divulgada todos os meses pelo Ministério da Fazenda, os analistas de mercado esperavam resultado negativo de R$ 3,5 bilhões no mês passado.

Com o resultado positivo de março, as contas públicas continuam no positivo no acumulado do ano. Nos três primeiros meses de 2025, o Governo Central registra superávit primário de R$ 54,532 bilhões, o melhor resultado da série histórica com início em 1997. No mesmo período do ano passado, havia superávit de R$ 20,171 bilhões.

O resultado primário representa a diferença entre as receitas e os gastos, desconsiderando o pagamento dos juros da dívida pública. A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) deste ano e o novo arcabouço fiscal estabelecem meta de déficit primário zero, com margem de tolerância de 0,25 ponto percentual do Produto Interno Bruto (PIB) para cima ou para baixo, para o Governo Central. No limite inferior da meta, isso equivale a déficit de até R$ 30,97 bilhões.

O Orçamento de 2025 prevê déficit primário de R$ 29,6 bilhões. Ao considerar apenas os gastos dentro do arcabouço, há previsão de superávit primário de R$ 14,5 bilhões. O marco fiscal exclui R$ 44,1 bilhões de precatórios (dívidas com sentença judicial definitiva a serem pagas pelo governo).

Receitas

Na comparação com março do ano passado, as receitas subiram, mas as despesas caíram se descontada a inflação. No mês passado, as receitas líquidas subiram 6,3% em valores nominais. Descontada a inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a alta chega a 0,8%. No mesmo período, as despesas totais subiram 5% em valores nominais, mas recuaram 0,5% após descontar a inflação.

O superávit primário foi impulsionado pelo crescimento da arrecadação federal em março. Se considerar apenas as receitas administradas (relativas ao pagamento de tributos), houve alta de 5,6% em março na comparação com o mesmo mês do ano passado, já descontada a inflação.

Os principais destaques foram o aumento do Imposto de Importação, decorrente da alta do dólar em 12 meses, e do Imposto de Renda. A alta do lucro trimestral de empresas, principalmente financeiras, também beneficiou o caixa do Tesouro.

As receitas não administradas pela Receita Federal caíram 12,5% descontada a inflação na mesma comparação. Os principais fatores de queda foram os pagamentos de dividendos de estatais, que caíram R$ 1,6 bilhão por causa de menores lucros da Caixa Econômica Federal, e o repasse de depósitos judiciais ao Tesouro Nacional em março do ano passado, que não se repetiu em março deste ano.

Despesas

Quanto aos gastos, o principal fator de queda foi o adiamento do pagamento de precatórios. Segundo o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, o Tesouro pagará cerca de R$ 70 bilhões de precatórios em julho, na data tradicional, após um acordo com o Banco Central para evitar o aumento do dinheiro em circulação na economia.

No ano passado, houve uma antecipação de cerca de R$ 30 bilhões de pagamentos em fevereiro.

O segundo fator foi o atraso na aprovação do Orçamento, que fez o governo adiar o pagamento do aumento ao funcionalismo para maio. Além disso, o governo restringiu em R$ 128,4 bilhões a execução do Orçamento até maio.

Os gastos com a Previdência Social subiram 1,6% acima da inflação, devido ao aumento do número de beneficiários e à política de valorização do salário mínimo. Os gastos com o Benefício de Prestação Continuada (BPC) saltaram em ritmo maior: 9,8% acima da inflação, pelos mesmos motivos. Por causa da antecipação do pagamento do seguro defeso neste ano, o pagamento de abono salarial e seguro-desemprego subiu 23,5% na mesma comparação.

As despesas obrigatórias com controle de fluxo (que englobam os programas sociais) caíram 5,9% em março descontada a inflação na comparação com o mesmo mês do ano passado. Os gastos com o Bolsa Família, que passa por uma revisão constante de cadastro, caíram R$ 1 bilhão. E as despesas com saúde recuaram R$ 1,2 bilhão.

Os gastos discricionários (não obrigatórios) caíram 22,9% descontada a inflação em março na comparação com o mesmo mês do ano passado. A queda reflete o atraso no Orçamento e a restrição da execução que vigora até maio. Os gastos com o funcionalismo federal recuaram 2%, também considerando a inflação. No entanto, Ceron admitiu que as despesas com os servidores aumentará nos próximos meses, com o início do pagamento retroativo do reajuste salarial para diversas categorias.

Investimentos

Quanto aos investimentos (obras públicas e compra de equipamentos), o total nos três primeiros meses do ano somou R$ 9,517 bilhões. O valor representa queda de 10% descontado o IPCA em relação ao mesmo período de 2024.

O secretário do Tesouro atribuiu a queda ao atraso na aprovação do Orçamento. Até a sanção da lei orçamentária, os investimentos estavam sendo executados com restos a pagar, verbas empenhadas (autorizadas) em anos anteriores.



Fonte desta Matéria:

Compartilhar :

O Portal CWB Notícias é sua fonte confiável para as últimas notícias de Curitiba e do Paraná. Com informações atualizadas sobre política, economia, cultura, esportes e eventos locais, conectamos você ao que acontece na região de forma ágil e precisa.

Deixe seu Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

CWB Notícias

Johnny Chemberg

Jornalista e Apresentador

Com atuação destacada na cobertura de notícias em Curitiba e no Paraná, ele se especializa em política, economia e temas de interesse público. Comprometido com a ética e a transparência, Johnny é referência na produção de conteúdos informativos e na análise dos principais acontecimentos regionais.

Novidades no Instagram

Postagens Recentes

  • All Post
  • Blog
  • Cultura
  • Curitiba
  • Economia
  • Edição do Dia
  • Educação
  • Esporte
  • Eu Amo Curitiba
  • Gastronomia
  • Johnny Chemberg
  • Justiça
  • Meio Ambiente
  • Mundo
  • Notícia que Faz Bem
  • Notícias
  • Paraná
  • Pesquisa e Inovação
  • Política
  • Reportagens
  • Rural
  • Saúde
  • Segurança
  • Tecnologia
  • Variedade
  • Zé Domingos

Eu Amo Curitiba

A essência da capital paranaense, destacando suas belezas, cultura, história e estilo de vida. Aqui, você encontra conteúdos inspiradores sobre os melhores lugares para visitar, eventos imperdíveis, curiosidades e histórias que fazem de Curitiba um lugar único. Uma homenagem à cidade e a quem a ama!

Fique Atualizado:

Participe de nossa Newsletter

You have been successfully Subscribed! Ops! Something went wrong, please try again.

Tags

Edit Template

Quem Somos

O Portal CWB Notícias é sua fonte confiável para as últimas notícias de Curitiba e do Paraná. Com informações atualizadas sobre política, economia, cultura, esportes e eventos locais, conectamos você ao que acontece na região de forma ágil e precisa.

 

Tags

Recente:

  • All Post
  • Blog
  • Cultura
  • Curitiba
  • Economia
  • Edição do Dia
  • Educação
  • Esporte
  • Eu Amo Curitiba
  • Gastronomia
  • Johnny Chemberg
  • Justiça
  • Meio Ambiente
  • Mundo
  • Notícia que Faz Bem
  • Notícias
  • Paraná
  • Pesquisa e Inovação
  • Política
  • Reportagens
  • Rural
  • Saúde
  • Segurança
  • Tecnologia
  • Variedade
  • Zé Domingos

© 2025 – Portal CWB Notícias – Todos os Direitos Reservados – Desenvolvido por PROJESOFT SISTEMAS